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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Fogo em favela em São Paulo deixa 350 famílias desabrigadas


SÃO PAULO - O incêndio que destruiu no início da noite deste domingo a Favela Diogo Pires, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, queimou uma área de 2 mil metros quadrados e desabrigou 350 famílias. Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve vítimas.


Cinco pessoas sofreram intoxicação pela fumaça e foram encaminhadas, de ambulância, para um hospital da região. Outras se feriram levemente por quedas enquanto corriam para fora dos barracos. Uma indústria química que fica ao lado da favela teve de ser isolada pelos bombeiros por causa do risco de explosões.


Região do incêndio após o fogo ser controlado

As causas do fogo, que começou por volta das 17 horas e só foi controlado 3 horas depois, são desconhecidas - moradores alegam que ocorreu curto-circuito em uma fiação.

Além da indústria química, outra preocupação dos bombeiros era que o fogo atingisse um conjunto habitacional vizinho da favela. Nem a fábrica nem os prédios sofreram conseqüências.


Alguns moradores conseguem salvar parte de seus pertences após o incêndio

A doméstica Josefa Pires Barbosa, de 33 anos, mãe de quatro filhos pequenos, disse à Agência Estado que perdeu tudo o que tinha. "Só salvei os meus filhos".

O pedreiro Jorge Chagas, de 39, relatou à agência que viu quando o fogo começou. "Duas crianças tentaram apagar com água. Não conseguiram e o fogo tomou conta de tudo. Só deu para salvar a máquina de lavar roupas e o micro-ondas."


Bombeiro trabalha no combate ao fogo na favela Diogo Pires

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) esteve na favela e afirmou que havia um projeto da Prefeitura para a desocupação da área. Parte das famílias, segundo ele, já estava cadastrada por programas sociais da administração municipal.

Neste domingo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) havia bloqueado, na esquina com a Marginal do Pinheiros, duas vias que dão acesso à favela: as avenidas Alexandre Mackenzie e Dracena. Nesta segunda, a CET informou que as vias já estão liberadas.

Segundo a Eletropaulo, o fornecimento de energia para a região do entorno do local do incêndio também está normal nesta segunda-feira.


O fogo queimou uma área de 2 mil metros quadrados e desabrigou 350 famílias. Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve vítimas.
Com tristeza umas da vitimas mexe no que sobro de suas coisas e tenta não acredita no que vê e fala em recomeçar tudo de novo.
Um homem não pode desistir tão fácil por que mesmo sem a onde morar ele ainda respira é o que lhe dar força pra continuar.
Com os olhos lacrimejando Sr. José diz que a fé é o que lhe mantem vivo e acredita que ainda poderá fazer parte de uma sociedade tão injusta onde se tem tanto enquanto outros não tem nada e por cima tem que conviver com as tragédias diárias.
outros não tem nada.

Com tanto espaço para fazer moradias dignas ainda é preciso ver essas cenas de desprezo e calamidade subumana.
Ainda bem que não houve vitima dessa vez sabemos que poderia ter cido bem pior e que não existe essa favela como muitas outras nas regiões do estado de são Paulo.
Por que temos que esperar que aconteçam cenas como essa?
Quem mais tem que morrer quantos ate quando vamos ter que perder para ter o direito de morar e dormir dignamente.
Um dia vi na TV uma propaganda que mostrava o Lula falando que temos que cuidar do nosso povo por que eles são gente de nossa gente.
É hora de gritar por cansamos de falar.
É hora de exigir o que temos de direito não pode mais se igualando aos bodes construindo em barrancos imaginando que é uma forma de opção.
Essa gente tem que ser tratado como gente da gente.
Moradia digna pra esse povo esse é o novo grito.

Jair Ribeiro (Juquinha) Jornalista comunitario

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