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domingo, 28 de novembro de 2010

O que fica dos dias de guerra?

Eventual término do conflito entre Estado e crime está longe de trazer paz aos morros

Com o transporte público parado, escolas fechadas e moradores orientados a não sair de suas casas, o Rio de Janeiro vive também uma crise ideológica. Nos últimos dias, reações de enfrentamento à polícia, à ordem pública e aos moradores em diversos pontos da cidade dividem opiniões. Especialistas em segurança defendem que os episódios são uma resposta ao avanço da polícia por meio das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Criadas a partir de 2008, hoje abrangem 44 comunidades das cerca de mil existentes no Rio.

Mas a sociedade não sabe até que ponto autoridades têm controle sobre a cidade, explicam especialistas em segurança. O Complexo do Alemão, conjunto de 16 favelas que serviu de fortaleza para criminosos que escaparam de uma primeira ofensiva do Estado, havia sido invadido pela polícia em 2007. Na sexta-feira, ainda era o principal nicho do tráfico na cidade.

Ex-chefe do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal, Daniel Sampaio afirma que quanto mais rápida a atuação da polícia nas zonas críticas, menor o risco de novas ações criminosas. Para ele, a transferência dos oito traficantes (suspeitos de organizar e comandar as ações criminosas que tiveram início no último domingo) foi fundamental. Sem orientação, as facções perdem força, defende. Mas, segundo ele, a polícia deve ser ágil. “Tem que assumir o controle e não dar oportunidade para o surgimento de novos líderes”.

Para a coordenadora do Núcleo de Pesquisas das Violências da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Alba Zaluar, uma solução real para os problemas de violência no Rio é extremamente complexa e, além de um planejamento estratégico e agilidade da polícia, tem que se pensar em ações de prevenção e repressão.

Ainda que a motivação das UPPs, concentradas em áreas turísticas na zona Sul da cidade, e sua eficácia, sejam questionadas, existe o argumento de que elas podem ter ajudado a mudar a imagem que a população tem da polícia. Na quinta, enquanto iniciavam a ocupação da favela Vila Cruzeiro, policiais e fuzileiros navais foram aplaudidos por moradores que assistiam a tudo das janelas.

“As unidades não resolvem o problema da segurança. É matematicamente impossível cobrir mais de mil favelas”, adianta Tião Santos, coordenador de projetos de segurança pública e juventude do Movimento Viva Rio. “Mas a iniciativa tem o mérito de trazer tranqüilidade às comunidades”.
Como sempre o povo paga o pato mas o que importa no fim de tudo isso é a paz seja chegue logo.

jair Ribeiro (Juquinha)

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