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sexta-feira, 11 de março de 2011

Problema com algas na Represa




Problema com algas na represa do Guarapiranga deve ser resolvido em dez dias

A presença de odor e gosto desagradáveis na água fornecida pela Sabesp em 31 bairros da Zona Sul de São Paulo, além de Embu e de Itapecirica da Serra deverá ser resolvida entre cinco e dez dias. É o que afirma o diretor de Tecnologia, Empreendimentos e Meio Ambiente da Companhia, Marcelo Salles. O sistema produtor do Guarapiranga atende aproximadamente 3,5 milhões de pessoas e a Sabesp garante a potabilidade da água fornecida.
Marcelo Salles em entrevista à Rede Globo
Em entrevistas concedidas nesta quinta-feira à Rede Globo, Rádio CBN e Jovem Pan, o diretor ressalta que o mais importante é a qualidade da água estar garantida. “Durante o tratamento, as algas são totalmente eliminadas e o tratamento da água inclui etapa com carvão ativado para reduzir o odor e o gosto deixados por esses microorganismos.” Mas a água segue para as residências paulistas própria para consumo.
Há cerca de 10 dias a represa do Guarapiranga recebe tratamento com os algicidas peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e sulfato de cobre para controlar as aflorações de algas que liberam gosto e odor. “Quando essas algas começam a aparecer, já aplicamos o tratamento. Mas existe um ciclo natural e calculamos que entre cinco e dez dias o incômodo esteja completamente resolvido. É um processo biológico complexo”.
Odor e gosto
Nestas situações, que ocorrem também em outros locais no Brasil e no mundo, mesmo após o tratamento, a água mantém gosto e cheiro residual das substâncias expelidas pelas algas sobretudo após sua morte. No caso de São Paulo, a geosmina e o metilisoborneol (MIB) são os responsáveis por esse rastro, que não é completamente eliminado pelo tratamento.
De acordo com Marcelo Morgado, assessor da Sabesp para assuntos de Meio Ambiente, a quantidade destes compostos na água pode ser ínfima e ainda assim causar odor e gosto desagradáveis de terra ou mofo. “O nariz humano é bastante sensível à geosmina e é capaz de detectar a presença dessa substância mesmo em concentrações muito baixas, algo em torno de seis partes por trilhão.”
“A água, apesar de apresentar gosto e cheiro, é totalmente potável e tem melhor qualidade do que praticamente qualquer outra fonte não oficial de fornecimento, como bicas”, enfatiza Marcelo Salles.
Algas
São vários os fatores que levam à afloração das algas em reservatórios de água. Grande volume de chuva, poluição, sol em excesso. “Até mesmo em piscinas pode ocorrer crescimento intenso de algas após chuvas fortes seguidas de pleno sol. Também nesse caso são usados algicidas à base de sulfato de cobre”, compara Morgado. Ele explica ainda que a concentração de cobre na água captada da represa é tão baixa que é inferior ao limite de detecção padrão.
Ao término do tratamento da água represada, respeitado o processo biológico dos microorganismos presentes na represa do Guarapiranga, a água retoma suas características normais e volta a ser inodora e insípida.

Fonte sabesp

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