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sexta-feira, 29 de março de 2013

Sete de Abril Reintegração de Posse


 Na quinta-feira (21), cerca de 250 famílias que ocupavam um prédio na Rua Sete de Abril, número 355, precisaram desocupar o imóvel de dez andares, atendendo uma reintegração de posse. Elas foram encaminhadas para a Secretaria de Habitação (Sehab), que deve repassar às famílias o auxílio conhecido como aluguel social. “Enquanto não há destinação exata das famílias, elas deverão receber esse auxílio. eles pediram um prazo até abril para fazer os encaminhamentos de atendimento, se comprometendo atendê-las dentro dos critérios da secretaria. A idéia é criar uma lista de atendimento para a moradia definitiva”, declarou Valéria Canestri, coordenadora de uma das ocupações que ainda resistem no centro, do MDM. De acordo com o movimento, o aluguel social, no valor de R$ 300 (mensal), deverá ser pago até quinta-feira (7). A ocupação e reaproveitamento de imóveis vazios ou subutilizados, no Centro, será uma das estratégias de ação adotada. O número 355 da Sete de Abril, por exemplo, está há anos em situação de abandono. O piso está se deteriorando, paredes com infiltrações e todo um rol de reparos por fazer. No dia 15 de novembro de 2012, data da ocupação, o Jornal a Voz do Povo acompanhou a desocupação que foi sem resistência e bem sucedida o local foi considerado pelo município como Habitação de Interesse Social em 2010 e, em seguida, desapropriado.
Questionado sobre a venda do prédio a especuladores, Eduardo desconversou e pediu para encerrar a conversa. Também serão incorporados ao plano, imóveis que estão nas áreas contíguas às linhas férreas, corredores de transporte e grandes avenidas centrais. A maioria dos empreendimentos deve ser viabilizada em áreas de Zonas Especiais de Interesse Social, definidas pelo Plano Diretor da Cidade, elaborado em 2002, ainda inexploradas tanto pela iniciativa privada quanto pelo poder público. O Movimento Pelo Direito à Moradia (MDM) surge de uma orientação da Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo – FACESP, que como entidade filiada a Confederação Nacional das Associações de Moradores – CONAM, conseguiu conhecer as experiências de diversos movimentos comunitários na área habitacional, procurando construir uma forma mais organizada de mobilização de massas e que fortalecesse o movimento comunitário de São Paulo. Foi nesta perspectiva e no contexto dessa orientação, que foi organizado o Movimento pelo Direito à Moradia da Facesp, tendo como base principal as organizações de luta por moradia da zona sul de São Paulo. No mesmo período fundamos o núcleo do MDM de Sapopemba na zona leste e foram organizados outros núcleos nas cidades de Campinas e Santa Bárbara do Oeste. Hoje atuamos com 11 núcleos na cidade de São Paulo. No mês de fevereiro de 2003, realizamos uma assembléia com todos os núcleos do MDM da cidade de São Paulo, e a maioria das famílias associadas ao Movimento compareceu. Esse evento promoveu o lançamento de fundação e organização do movimento, e em 17 de dezembro de 2006, fizemos uma assembléia pela legalidade jurídica e pela autonomia do MDM, permanecendo como entidade filiada à
Facesp e à CONAM.

O MDM tem como conceito, que luta pelo direito à moradia é muito mais amplo que a conquista de uma casa para morar, passa pelo o acesso à educação de qualidade para todos, pelo saneamento básico de qualidade, por uma saúde publica e pelo acesso à cultura, lazer e transporte público, como forma de melhorar as condições de vida do povo.












Jair Ribeiro (Juquinha)

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