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Ciro Moura (Candidato a senador pelo PTC

“A verdade é que o brasileiro tem memória curta e há a impressão que o Ciro Gomes é Ciro antes de mim. Ele não é nem na vida e nem na política, pelo simples fato que ele é mais novo que eu”

Amauri Moura
Guilherme Lisboa
(politica@webdiario.com.br)



Conseguir mais verbas para o Estado. Esse é o principal objetivo do candidato a senador Ciro Moura (PTC), caso seja eleito nas eleições deste ano. Para o cristão, as pessoas devem ter em mente de maneira clara quais são as atribuições de um senador. Por isso, Ciro é cauteloso ao dizer que vai apenas propor discussões no Congresso e brigar para conseguir mais recursos para o Estado. Na entrevista, o candidato fala sobre carga tributária, educação e a confusão dos eleitores entre ele e Ciro Gomes.

O senhor diz, no horário eleitoral, que é o candidato da mudança. Qual a principal mudança que o senhor pretende fazer caso seja eleito?

Estamos vivendo um momento de falta de conduta ética, ideias e descumprimento de obrigações. A Constituição é descumprida todo o santo dia, colocar ela em prática é a grande mudança. Ou seja, é preciso fazer o que está previsto na Lei. Isso quer dizer que a Constituição diz que Educação e Saúde são obrigações do Estado e o cidadão deve usufruir desses direitos.

O que o senador de São Paulo precisa fazer para exercer um bom mandato?

O senador deve ser atuante no sentido de trazer de volta mais verbas do que tem se conseguido hoje. Não dá para nós dizermos o que nós vamos executar, mas sim aquilo que nós vamos pleitear. Hoje, a grande discussão que se tem, é que São Paulo manda 200 bilhões de reais para a União de Impostos, e tem o orçamento de 125 bilhões, ou seja, manda mais do que fica. E nisso só tem conseguido trazer de volta 20 bilhões, que é 10% daquilo que mandamos. Os atuais senadores de São Paulo não trabalharam muito no sentido de trazer mais. Sendo assim, a primeira coisa que nós temos que fazer é tentar trazer recursos para o Estado. Hoje existe aquela discussão, “mas o governador de São Paulo não é do partido do presidente e vice-versa”, e por isso os senadores ficam quietos.

Quais são os seus principais projetos?

Eu não tenho que ter projeto nenhum como senador. Todos perguntam o que eu vou fazer para saúde, segurança, educação. Se algum dos candidatos prometer algo é mentira. O senador não faz nada desse tipo. Eu vou voltar na discussão da verba. O senador que disser que vai fazer isso por determinada área não é verdade, o que ele pode fazer é apresentar Leis que beneficiem determinado setor.

Se eleito, o senhor pretende discutir a redução da carga tributária?


Quando você fala em uma carga tributária alta, é o mesmo que dizer que trabalhamos 6 meses para pagar nossos impostos. Eu acho que o problema maior que nós temos hoje é que nós pagamos tudo e não recebemos nada. Imagine se tivéssemos educação, segurança, esporte de boa qualidade. Pois, há países que pagam mais que nós e recebem excelentes serviços. Isso é uma questão de equilíbrio. O grande nó é que a gente paga muito e não recebe nada de volta. Pode ser que cheguemos numa discussão de que não necessitamos arrecadar tudo isso.

Para a área de educação, qual o debate que irá propor se eleito?

Eu pretendo apresentar uma Lei ordinária que estabeleça com clareza o seguinte: “se eu não consigo como Estado te oferecer educação numa escola pública, eu sou obrigado a te oferecer ensino público em uma escola particular”. E aí seria a junção de todo o equipamento público mais o privado. Tudo isso sobre a política e a fiscalização do Estado. E a decisão de estudar no colégio público ou no particular seria a livre escolha. Se o Estado não oferece a educação, ele está abrindo mão desse que é um direito da população.

E para o ensino universitário?

Quero apresentar Leis para ampliar o Prouni. Desejo batalhar pelos mais jovens, pois eles são os limitados. Nós chegamos num patamar de ter brasileiros com diplomas e analfabetos. Se os jovens não têm futuro, o País não tem futuro. Saúde e Educação devem ser prioridades. A nossa ideia é que o cidadão não pague, pois esses são direitos dele, mas o Estado com o seu dinheiro pague.

O senhor defende a limitação da reeleição para os cargos legislativos. Como seria essa mudança?


Nós queremos realmente encabeçar o movimento de uma nova Constituinte. Aquele que participar da Constituinte não poderá ser candidato nos próximos quatro anos. Essa seria uma tentativa de evitar que o político trabalhe em benefício próprio. Além disso, nós também queremos incluir uma reeleição só para todos os cargos legislativos, fora os majoritários. Queremos isso porque é da natureza humana a acomodação, pois as facilidades que a vida vai te apresentando te amortecem e anestesiam. E quando a pessoa começa a ficar lá na ilha da fantasia que é Brasília, esquece como é a realidade, pisar no chão, amassar barro e pagar uma conta de luz. Se você perceber, com o passar do tempo, nós temos pessoas lá com vinte, trinta e quarenta anos como uma espécie de boneco de cera. Alguns deles já não se emocionam, e vão perdendo a sensibilidade. E a vida é uma realidade que acontece no chão, aqui entre nós.

Essa mudança nos cargos proporcionais vai servir para arejar um pouco os partidos e permitir o surgimento de novas lideranças?

Sim, vai arejar o Congresso sem dúvidas, pois aqueles que já estão há tanto tempo nos cargos e não têm mais sensibilidade terão que sair. Alguns deles pensam que tudo pode e que o que povo pede não é mais tão importante. Isso é da natureza humana. Quanto mais fácil fica a vida, mais insensível a pessoa fica.

Em sua opinião, por que as pessoas de maneira geral tem dificuldades para escolherem os candidatos a senador?

Primeiro, nós precisamos esclarecer a população sobre qual é o papel do senador. Ele é o representante do Estado no Congresso, e o deputado federal é o representante da população do Estado no Congresso. E a linha de atuação do senador é muito claramente definida. A vista disso, o senador é aquele que tem que fazer cumprir aquilo que diz na Constituição, debater e apresentar leis. Ele aprova ou não empréstimos internacionais do exterior para o governo, aprova ou recusa indicações do presidente.

Seu slogan é “Uma mudança de 360º graus”. Porém, uma volta de 360º graus termina no mesmo lugar...

Em primeiro lugar, você nunca volta ao mesmo lugar em um círculo que você sai do zero grau e chega no 360º. Mas você, por figuração, pode dizer que é o mesmo ponto. Só que do 0º ao 360º você passa por vários pontos, da mesma forma como os dias do ano. Mesmo que volte para o mesmo lugar, será com novas ideias e conduta. Contudo, o objetivo com esse slogan eu alcancei, pois as pessoas sabem qual é o meu número. Quando você não tem a quantidade, você tem que ter a qualidade até em termos de criação. No dia da eleição, mesmo que você não queira saber de mim, você lembrará do meu número.

Muitos eleitores ainda fazem confusão pelo fato de o senhor não usar o sobrenome Moura e somente o Ciro, pensando que o senhor é o Ciro Gomes. Essa foi uma estratégia da sua campanha?

A verdade é que o brasileiro tem memória curta e há a impressão que o Ciro Gomes é Ciro antes de mim. Ele não é nem na vida e nem na política, pelo simples fato que ele é mais novo que eu. Ou seja, quando ele nasceu eu já era Ciro. Como eu disse, tenho que passar o meu número, seja Ciro, Ciro Moura, Ciro Tiazini Moura, que é o meu nome completo: eu prefiro que você grave um nome e um número, porque há realmente uma dificuldade em decorar um nome inteiro e um número. Será que o paulista é tão ignorante? Quer dizer que tudo aquilo (intenções de voto) é de ignorância e de incapacidade de saber quem é quem? O outro Ciro nem é de São Paulo, não é candidato a absolutamente nada, nunca foi um candidato em São Paulo a nada. Eu sim: são 7 eleições no decorrer dos últimos 20 anos. E eu não existo, só porque a imprensa quer, só porque alguém achou, só porque o adversário mais forte quis isso. No início, teriam votos de confusão, eu acho que teriam sim. Mas aí veio toda essa malhação, e a pesquisa mostrou uma curva comportamental: de 19% fui descendo e cheguei a 11%, meu ponto de resistência, e agora estou voltando a subir. No primeiro momento teria o ato de mistura, mas agora estamos voltando a subir.

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